Drogas: os perigos de não conversar com os filhos sobre o tema

Carlos Eduardo Fernandes
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25/06/2018 às 21h15 - segunda-feira

“Prevenir é melhor que remediar”. O ditado é antigo, mas seu valor é bem atual, inclusive quando se trata do tema contra as drogas. Esse é um assunto que toma a preocupação de mães e pais, pois ninguém deseja que seus filhos passem por isso. Se você deseja atuar na prevenção (ou mesmo se você enfrenta esse desafio em família) saiba que a temática precisa ser tratada.

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E se você quiser saber como falar com os filhos, convidamos a acessar esse vídeo abaixo. Ele foi produzido pelo Programa Educação em Debate, que reúne profissionais da área para debaterem diversos temas da atualidade. Ele é veiculado na Boa Vontade TV e Super Rede Boa Vontade de Rádio.

Infelizmente, o problema das drogas tem atingido os jovens com grande força. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em agosto de 2016, mais da metade dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental já experimentou bebida alcoólica. O número, em estimativa, equivale a 1,5 milhão de adolescentes de 13 ou 14 anos. E não pense que o álcool é inofensivo, por ser socialmente aceito. A bebida alcoólica leva à morte cerca de 3,3 milhões todos os anos, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Além disso, o álcool e o tabaco são as principais portas de entrada para as drogas ilícitas. Da mesma pesquisa do IBGE, citada acima (junto aos alunos do 9º ano), 5,6% do total de jovens entrevistados já usaram drogas ilícitas (maconha, cocaína, heroína, entre outras).

Cuidado com o corpo e com o Espírito

Não queremos que esses males afetem os nossos jovens (filhos, netos, sobrinhos, alunos), não é mesmo?! Por isso afirmamos ser tão importantes o diálogo fraterno, o acompanhamento e toda a orientação sobre as consequências do uso das drogas para o corpo. Para citar alguns dos problemas: cirrose do fígado (caso do álcool), câncer do pulmão, enfisema, entre outros graves problemas (no caso do cigarro) e uma série de outras doenças crônicas são alguns dos males em decorrência do uso de drogas. Isto sem dizer que podem levar à depressão e ao suicídio.

Para o organismo espiritual as consequências são ainda mais desastrosas. A Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo esclarece que ao nascermos (reencarnarmos) recebemos de Deus, o Pai Celestial, um corpo para a vestimenta do espírito. Portanto, precisamos cuidar dele, pois prestaremos severas contas. E, ao expor o organismo a substâncias tóxicas, as drogas (lícitas ou ilícitas), fatalmente o espírito responderá à ação com graves enfermidades.

A Religião Divina alerta ainda que comprometer a duração e a qualidade de vida de forma deliberada, é forma de suicídio e contribui para a infelicidade do Espírito por longo tempo, no Mundo Espiritual. Outro esclarecimento que se faz necessário é que os Espíritos encarnados e desencarnados, embora vivam em diferentes dimensões, estão em constante contato e interação. E eles acontecem a partir da qualidade de pensamentos, sentimentos e hábitos de cada um.

Portanto, com o uso das drogas, a aproximação que se tem é de espíritos que já desencarnaram, mas que ainda continuam a depender dessas substâncias, pois agiram assim na Terra, quando encarnados. E essa aproximação é altamente prejudicial àqueles que estão na Terra, pois esses espíritos passam a acompanhá-los afim de sustentar seus próprios vícios do passado. E o desafio é que os que estão reencarnados, muitas vezes, não sabem de tais influências negativas.

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Leia a matéria “Quais as consequências espirituais dos vícios” e compreenda com mais profundidade a visão da Religião Divina.

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O tabagismo e suas consequências físicas e espirituais

O presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, José de Paiva Netto, em seu artigo “Derrotando os vícios” apresenta importantes esclarecimentos acerca desta problemática tão atual. Convidamos você a fazer a leitura. A seguir, confira um trecho desta mensagem destinada a todas as famílias:

“Pari passu com as políticas públicas e os cuidados médicos aos usuários em sua luta contra a dependência química, não se pode deixar de lado a devida valorização da família. É nela que se encontra a solução de muitos problemas que hoje afligem a Humanidade.

Nas passeatas e panfletagens, em conferências, no rádio, na TV e na internet, orientamos pais e responsáveis sobre a indispensável atenção que se deve ter com o cotidiano dos jovens, suas amizades, dúvidas, ambientes que frequentam... Além disso, ressaltamos que é essencial a presença da Espiritualidade Ecumênica no diálogo em família”.

A importância da prevenção!

Confira a seguir alguns dos locais onde se deve ter bastante atenção junto aos filhos, sobrinhos, netos:

1) A influência da internet

Atualmente, o fluxo de informações que nós recebemos pela internet é muito grande. E nem sempre os pais sabem o que os filhos estão acessando a todo momento. Com quem estão conversando? São pessoas que têm envolvimento com drogas?

Uma pesquisa da Universidade de Columbia, Nova York, EUA, destaca que o excesso de tempo gasto na internet tem relação com uso de drogas. Os pesquisadores entrevistaram mais de 2 mil jovens com idade entre 12 a 17 anos e descobriram que usuários de redes sociais são cinco vezes mais propensos a fumar cigarro e possuem três vezes mais chances de exagerar na bebida ou se envolver com entorpecentes, uma vez que os jovens se sentem influenciados a se drogarem, quando veem fotos de amigos bêbados ou sob efeito de outras drogas.

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Joseph Califano Júnior, fundador e conselheiro do Centro Nacional de Dependência e Abuso de Drogas, uma instituição ligada à Universidade de Colúmbia, além de ex-secretário de Saúde, Educação e Bem-estar dos Estados Unidos, afirmou que: “A relação das imagens com o risco de abuso de substâncias ilegais é clara. Uma foto vale mais do que mil palavras”.

2) Escola ou Faculdade

Em decorrência das transformações físicas e emocionais, a adolescência é a fase de mais vulnerabilidade à influência do álcool e outras drogas. E é por isso que escolas e faculdades são espaços que precisam de muita atenção. Muitas vezes esses convites vêm acompanhados de frases: “ah, assim, você vai ser feliz de verdade”. E se o jovem não estiver preparado para dizer não, pode ser uma vítima. Portanto, infelizmente, há o risco de que ele aceite.

Como falar com meus filhos sobre drogas?

Se você enfrenta esse desafio em família, procure imediatamente a ajuda médica necessária, além de todo o amparo de Deus, por meio da Oração. Pois toda a família precisará do apoio para vencer esse problema.

Às vezes pode parecer impossível, diante de problemas e discussões em família, criar laços de confiança com os filhos. Mas não é, além do mais, esse é um caminho que precisa ser percorrido. Entretanto, o desafio está em “como falar?”. Se você quer saber mais sobre as maneiras de conversar com seus filhos, o que é preciso para que esse diálogo seja efetivo e quais ações em família contribuirão para a Felicidade verdadeira, acesse a matéria abaixo. Você encontrará em vídeos a palavra de especialistas e a visão ecumênica da Religião do Terceiro Milênio.

VÍDEOS — Como falar sobre drogas com os filhos

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