Carta de Jesus à Igreja de Laodiceia

Qual a lição de Jesus ao nos advertir sobre não sermos "mornos"?

Da Redação
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24/04/2018 às 13h00 - terça-feira

A Igreja de Laodiceia é a última das Sete Igrejas da Ásia, às quais Jesus dedica o Livro das Profecias Finais, o Seu Santo Apocalipse, capítulos de 1 a 3. 

Historicamente, essas Igrejas eram comunidades do cristianismo nascente, localizadas na chamada Ásia Menor, que hoje corresponde à parte ocidental da Turquia. 

Laodicéia estava localizada na cidade da Província romana da Ásia, ficava próxima de Colossos e Éfeso e era uma cidade muito rica. 

Portanto, para aquele povo, que é também uma representação de todos nós, Humanidade, o Cristo faz uma importante advertência sobre não sermos “mornos”. Mas o que isso significa? É o que veremos no estudo bíblico a seguir. 

Vivian R. Ferreira

Carta de Jesus à Igreja em Laodiceia

(Apocalipse, segundo João, 3:14-22)

14 — Ao Anjo da igreja em Laodiceia escreve: Estas coisas diz o Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira, o princípio da criação de Deus:
15 — Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio, ou quente!
16 — Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;
17 — pois dizes: Estou rico e abastado e de nada sinto falta; e não sabes que és um infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.
18 — Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te fazeres realmente rico e trajares vestiduras brancas, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas com perfeição.
19 — Aqueles a quem amo, repreendo e castigo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te.
20 — Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz e abri-la para mim, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.
21 — Ao vencedor, Eu o farei sentar-se comigo no meu trono, assim como também Eu venci e me sentei com meu Pai no Seu trono de glória.
22 — Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às igrejas do Senhor.

*O destaque é nosso

O que Jesus quis dizer ao nos advertir sobre não sermos "mornos"?

A resposta para essa questão você confere no quadro "Pergunte ao Apocalipse de Jesus”, disponível em nosso canal no YouTube. Quem responde é o ministro-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo Marco Dametto.  

O quadro é um espaço democrático e ecumênico criado pela Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, cujo objetivo é esclarecer as dúvidas a respeito das Escrituras Sagradas, inspirando a todos a buscarem no Divino Mestre as soluções para seus desafios diários.

Confira essa explicação acerca do que Jesus advertiu à Igreja de Laodiceia: 

 

Como não ser “morno”? Com decisão no Bem! 

Portanto, aprendemos na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo que ser “morno” corresponde à nossa indecisão no Bem, nas boas ações. É quando ficamos “em cima do muro”, conforme o dito popular. 

Dessa forma, ao nos chamar a atenção sobre isso, Jesus está nos instigando a não desistirmos no meio do caminho, a perseverarmos nos compromissos que resultam no verdadeiro Bem da nossa família, da nossa comunidade. E claro, a também não sermos indiferentes diante dos desafios pessoais e coletivos. 

Como deixar de ser “morno” perante alguma desarmonia no lar? Como ser "quente" na hora de mostrar aos filhos, netos e sobrinhos o caminho da honestidade, do respeito e da tolerância? É o que precisamos aprender com o Divino Mestre da Humanidade, Jesus! 

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Conhecimento que nos liberta espiritualmente

A partir desse conhecimento levado por Jesus à Igreja de Laodiceia, vemos a necessidade de então sermos “quentes”, ou seja, agirmos com decisão firme no que é correto, justo e ético. O que significa viver o Novo Mandamento do Divino Mestre:  

Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros (Evangelho, segundo João, 13: 34 e 35). 

Ao escolhermos esse caminho, manteremos em nós a chama da Esperança sempre acesa, neutralizando todo o ódio, cessando as guerras e a indiferença, primeiramente dentro de nós. 

Ainda mais no momento pelo qual a Humanidade enfrenta, o alerta da Carta de Jesus à Igreja de Laodiceia se faz urgente.  

Os desafios que enfrentamos no mundo são resultados das más ações humanas, cultivadas ao longo dos milênios, cujo o melhor remédio é e sempre será a decisão firmada no exemplo de Amor e Solidariedade do Cristo, em Seus ensinamentos universais. Dessa forma, venceremos as adversidades tanto de ordem individual como coletiva. 

Além desses ensinamentos nos convocarem a reflexão constante sobre nossas atitudes, Jesus também nos lembra da parte boa, os frutos do trabalho daqueles que perseveram no Bem e não desistem do Amor Divino diante das lutas diárias. 

É o galardão profetizado no Último Livro da Bíblia Sagrada aos servidores do Cristo Ecumênico, conforme Ele mesmo afirma: 

“Ao vencedor, Eu o farei sentar-se comigo no meu trono, assim como também Eu venci e me sentei com meu Pai no Seu trono de glória” (Apocalipse, 3:21). 

Por isso, sigamos firmes nesta jornada de renovação em nossa postura. E contemos sempre com o amparo do Divino Amigo, Jesus!  

Ele diariamente bate à porta do nosso coração e nos convida a cear com Ele (Apocalipse, 3:20). Isto é, compartilha conosco o Alimento Espiritual que vem de Seus ensinamentos e de Seu próprio exemplo, assim como compartilhou há milênios com os fiéis da Igreja de Laodiceia. 

Sobre as 7 Igrejas da Ásia

Sátyro Marques (1935-2019)Pintura mostra "A Visão de Jesus Glorificado", do Apocalipse de Jesus
A Visão de Jesus Glorificado

Discutimos, ao longo desse estudo, a importância de estarmos atentos aos recados do Cristo nessas 7 correspondências, a exemplo da advertência direcionada à Igreja de Laodiceia. Afinal, essas cartas foram registradas a fim de fortalecer as comunidades e promover constante aprimoramento espiritual. 

Nelas, o Divino Mestre ressalta as qualidades que cada uma possui, mas também o que precisa ser corrigido. Além disso, conforta e estimula à correção, destacando o prêmio a ser alcançado.  

Por esse motivo, estudar as cartas de Jesus às 7 Igrejas da Ásia é tão importante. Delas, podemos tirar muitas lições para aplicarmos em nosso dia a dia, que é constantemente moldado pelas consequências das boas atitudes que praticamos, mas também dos erros que cometemos. 

E com Jesus aprendemos a não nos render diante desses erros, a não nos manter no ócio, na preguiça ou na indiferença perante cada um deles.  

Referência no estudo dos temas bíblicos, sobretudo no Apocalipse do Profeta Divino, há mais de seis décadas, o presidente-pregador desta Casa Bendita, José de Paiva Netto, ensina em seu best-seller Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós, no subtítulo “O desafio lançado por Jesus às Igrejas do Apocalipse e o Conforto Celeste”

“Há gente muito crítica que não abre caminho para ninguém. Aponta apenas erros... Entretanto, não estende a mão, não propõe conserto algum à sociedade... Mas Jesus é diferente! Quando se dirige às Sete Igrejas da Ásia, Ele reconhece suas qualidades, mostra o que elas têm de bom, conforta, oferece um conselho, encoraja e, quando necessário, “puxa a orelha” de seus integrantes, não para derrubar quem quer que seja, contudo para convocá-los à correção do que está errado. Porque, se você repreende por repreender ou elogia por elogiar, comete uma atrocidade moral e espiritual. Costumo dizer que premiar quem não merece é crime. Todavia, se adverte com o intuito de instruir — uma vez que não há quem seja perfeito neste mundo —, aí Você é amigo”. 

E assim como as advertências eram essenciais para aquele momento, o seu conteúdo continua atual. 

Sobre as 7 Igrejas da Ásia, escreve também o Irmão Paiva Netto, em seu livro Somos todos Profetas, no subtítulo “Desejo de Paz e Soberania sobre si próprio”: 

“De volta às Sete Igrejas da Ásia, pode-se dizer que elas também simbolizam os diversos graus de entendimento e vivência espiritual em que se acha cada Ser Humano. Na verdade, as Sete Igrejas existem, em diferentes gradações, dentro de nós mesmos. Nelas, Jesus aponta qualidades e defeitos, advertindo, pedindo fidelidade e exortando à prática das Boas Obras originárias da Fé Realizante*”.   

Aprofunde-se no estudo do Apocalipse de Jesus!

As duas obras citadas acima integram a Coleção “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”, formada por 5 títulos ao todo, que já venderam mais de 3,5 milhões de exemplares. 

Elas foram inspiradas na famosa série radiofônica de mesmo nome. Por isso, convidamos você a se aprofundar no Último Livro da Bíblia Sagrada, com o jornalista e radialista Paiva Netto.

Coleção "O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração", do escritor Paiva Netto.
Somos Todos Profetas (1991); Apocalipse Sem Medo (2000); Jesus, o Profeta Divino (2011); e Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós, lançado em 8 de novembro de 2014, durante as celebrações dos 25 anos do Templo da Boa Vontade (TBV), em Brasília/DF. A obra esgotou sua primeira edição em apenas quatro horas.

No rádio, a série conta com mais de 450 programas em que, minuciosamente, ele estuda as Profecias Finais, em Espírito e Verdade à Luz do Novo Mandamento do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Ao acompanhar esses estudos, você compreenderá as transformações pelas quais o mundo vem passando e, claro, a melhor notícia de todos os tempos: a Volta Triunfal de Jesus. 

Ouça, todos os dias, pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (às 0h, 5h, 11h, 18h e 21h). Você também pode acompanhar a qualquer momento pelo aplicativo Boa Vontade Play (baixe agora, gratuitamente, pela sua loja de aplicativos). 

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*5 Fé Realizante — Terceiro dos quatro estágios evolutivos da Fé, conforme define a Religião de Deus:
1) Fé Raciocinada (Kardec);
2) Fé Raciocinante (Zarur);
3) Fé Realizante (Paiva Netto); e
4) Fé que Diviniza, ou Divinizante (Paiva Netto).
Vide a página 188, do segundo volume, das Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo.