O que é intuição pelo ponto de vista espiritual?

Neste post, aprenda o que é intuição e como usá-la corretamente em seu dia a dia.

Bárbara Bigas
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05/10/2021 às 09h40 - terça-feira

Pelo menos uma vez na vida, todos nós já ouvimos falar na existência de um “sexto sentido”, um tipo de inspiração, sabedoria ou até um sinal do universo que alguns também chamam de intuição. Mas, verdadeiramente, o que é intuição? De onde ela vem e o que quer nos dizer?

Geralmente, sentimos sua influência em situações de perigo, insegurança ou diante da tomada de decisões importantes. Em alguns casos, ela vem de forma sutil, como uma simples mudança de trajeto, mas que nos livra de um grande mal. 

Na maioria das vezes, não queremos “arriscar” o nosso destino ou parte significante dele por não saber exatamente o que ela representa e se podemos de fato confiar nela.  

Por isso, neste post, entenda o que é intuição e seus vários aspectos pelo ponto de vista da Espiritualidade Ecumênica, considerando o ser não apenas como matéria (corpo), mas um Espírito Eterno (veja mais no decorrer do texto). 

O que é intuição e de onde vem? 

O presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, José de Paiva Netto, define que: “A intuição é a inteligência de Deus em nós”. 

Portanto, esse sentimento ou presságio se dá pela comunicação entre Céu e Terra. É a manifestação dos Anjos da Guarda, Espíritos de Luz que, a serviço do Pai Celestial e de Jesus, querem nos auxiliar nas lutas diárias.

Mas, você pode se perguntar: “Por que eu devo dar ouvidos a isso?”; “Onde está meu livre-arbítrio?”.  

Os Espíritos de Luz são seres elevados e de grande sabedoria, possuem uma visão muito mais ampla do que a nossa. Eles também conhecem o nosso propósito espiritual de vida e buscam nos guiar para o cumprimento total dele.

Cada um tem o seu e o corpo que nos compõe é como uma valiosa vestimenta que dá suporte e condições para que o Espírito viva na Terra até cumprir esse propósito, o qual chamamos de Agenda Espiritual.

· Leia mais: O que é Agenda Espiritual

Referente ao livre-arbítrio, ele existe sim e é respeitado por Deus e Seus emissários. No entanto, compreender o que é intuição e dar ouvidos a ela não significa ignorar nossas vontades ou desejos, mas aliá-los com aquilo que é melhor para nós, com sugestões que visam o nosso Bem e evolução.  

E ela é realmente efetiva! Muitas vezes, somos levados pela intuição a agir antes mesmo de assimilar racionalmente o que está acontecendo. Isso acontece, por exemplo, dentro das famílias: aquele pressentimento de mãe que percebe que algo não está bem e livra os filhos do perigo.

O que não significa desprezar o uso da razão. Pelo contrário, devemos continuar valorizando-a, mas admitindo a influência espiritual, tão necessária e intrínseca a nós quanto a capacidade racional.

Esclarece o Dr. Bezerra de Menezes (Espírito), no livro Conversando com seu Anjo da Guarda — a Agenda Espiritual, página 67, dentro da Revolução Mundial dos Espíritos de Luz, na Quarta Revelação, a Religião Divina:

“Os Espíritos Guias analisam as potencialidades de cada um de seus pupilos, recomendando aos seus ouvidos, por meio da intuição, as melhores condutas na jornada diária, no cumprimento de suas Agendas Espirituais. Se não atendermos ao apelo desses destacados Benfeitores, de que valerá a presença deles entre nós? Caros Irmãos, prezadas Irmãs, jamais queiram perder a colaboração amiga desses Espíritos luminosos”.    

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Todo mundo possui intuição? 

Sim, todos temos a capacidade de recorrer ao poder da intuição. Ela não é exclusiva, mas um dom concedido por Deus a cada um de nós.

No entanto, assim como podemos receber a influência dos Espíritos de Luz, outros espíritos também podem se aproveitar desse recurso divino e nos influenciar negativamente.

Pois a intuição está tão presente na vida do ser que chega a ocorrer de forma compulsória, daí o cuidado para aprimorá-la e torná-la consciente, a partir da qualidade de pensamentos e ações, educando a nossa mediunidade.

Escreve o Irmão Paiva Netto, no artigo A abrangente missão do Templo da Boa Vontade, subtítulo “Somos todos sensitivos”:

“Na realidade, políticos, filósofos, religiosos, cientistas, artistas, esportistas etc., somos todos médiuns. Mas, se não formos sensitivos evangelizados e apocaliptizados, iluminados pela vivência do Novo Mandamento de Jesus, que é Amor, nada mais poderemos ser do que instrumentos do mal, como sói acontecer nos dias que correm.

Disse Jesus: ‘Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (...) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. (...) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor’ (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; 15:13 e 9)”.

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Então, como saber se é uma intuição boa ou não?

Quem dá a resposta, fundamentado no Santo Evangelho de Jesus, é o presidente-pregador desta Casa Bendita, no livro A Missão dos Setenta e o “lobo invisível”, subtítulo “A angústia dos Anjos Guardiães”, página 217:

“É imprescindível destacar que apenas nos devemos submeter à influência dos Espíritos de Luz. Só! De que maneira identificá-la?! É simples. Os Benfeitores do Espaço tão somente nos inspirarão coisas elevadas. Não vão intuir uma ação prejudicial a quem quer que seja, nem mesmo a nós próprios. Foi Jesus quem nos revelou a chave para distinguir uma presença espiritual boa de uma ruim:

‘Árvores e seus frutos

43 Não existe árvore boa que produza mau fruto; nem árvore má que produza bom fruto.

44 Pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos. Não é possível colher-se figos de espinheiros, nem tampouco uvas de ervas daninhas (Evangelho, segundo Lucas, 6:43 e 44)’.

Fiquemos, portanto, atentos!”.  

 

A intuição na Bíblia Sagrada

Jesus deixou-nos outro importante ensinamento sobre a existência da intuição, em Sua Boa Nova, segundo João, 10:14 a 16: 

“Eu sou o Bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem. 

Como o Pai me conhece, assim Eu conheço o Pai, e dou minha vida pelas minhas ovelhas. 

Tenho também outras ovelhas que não são deste rebanho, e importa que Eu as traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só Rebanho para um só Pastor”. 

*o destaque é nosso.  

A voz do Divino Mestre chega até nós pelo valioso recurso da intuição! É Ele nos conduzindo para uma vida de Companheirismo, Respeito, Felicidade Verdadeira e tudo aquilo que precisamos para cumprir a nossa Agenda Espiritual. 

Na Religião do Terceiro Milênio vemos Jesus como o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, Aquele que fala a todos, sem distinção ou sem descaracterizar ninguém, mas valorizando nossas capacidades e nos levando sempre à prática do Bem! Por isso, o Seu auxílio indispensável é para todos.

· Quem faz parte do Rebanho Ecumênico de Jesus?

E a busca por ouvir as recomendações fraternas do Céu começa na prece, na meditação ou reza. Faça agora essa Oração, pedindo a divina intuição que vem de Jesus: 

 

E é claro que o Cristo respeita também o tempo de entendimento de cada um. Ele age com misericórdia, mesmo com aqueles que ainda não entendem ou conhecem a realidade espiritual.

No entanto, a partir do momento que temos acesso a esse conhecimento devemos usá-lo a nosso favor e daqueles que estão em nosso caminho, evitando permanecer na ignorância das Leis Divinas que assolam o mundo.  

Conhecimento espiritual que exige responsabilidade 

Após entender o que é intuição e como ela se manifesta, precisamos estar atentos e atentas ao bom uso dela. É o que escreve o Irmão Paiva Netto, em seu livro A Esperança não morre nunca (2021), página 262:  

“INSPIRAÇÃO DOS CÉUS  

Aspirações nobres pressupõem supinas responsabilidades, que só podem ser levadas a bom termo quando a inteligência do Plano Espiritual permear as decisões humanas, não somente na Religião, mas na Política, na Ciência, na Filosofia, na Arte, no Esporte, enfim, em todos os aspectos humanos e sociais, porque nenhum deles pode prescindir da inspiração do Alto”.  

Se soubermos receber e interpretar a boa intuição, seremos capazes de encontrar soluções, vencer crises e propor mudanças significativas a tudo que fizermos e em todos os campos do saber humano. 

A exemplo disso, citamos o judeu-alemão Albert Einstein e seu ilustre pensamento, transcrito na página 37 de A Esperança não morre nunca

“Acredito em intuição e inspiração. (...) Às vezes, tenho certeza de que estou certo sem saber o motivo. Quando o eclipse de 1919 confirmou minha intuição, não fiquei nem um pouco surpreso. Na verdade, eu teria ficado surpreso se tivesse sido de outra forma. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando origem à evolução. É, estritamente falando, um fator real na pesquisa científica”.  

Conclui o escritor Paiva Netto: “Muita vez, o que a razão demora a captar a intuição mais rapidamente alcança, incluídas as soluções de nossos maiores infortúnios!”.

Einstein foi capaz de ouvir sua intuição e fazer com que ela contribuísse significativamente para o seu trabalho.  

Assim também podemos fazer dentro de nossas realidades, que são diferentes, mas que quando estão a serviço do Bem, recebem a influência da Espiritualidade Superior.

Conclusão 

Neste texto, aprendemos o que é intuição e os inúmeros benefícios dessa comunicação entre os seres humanos e os Espíritos de Luz que nos acompanham diariamente. 

Devemos recordar dessa dádiva, desenvolvendo em nós um novo olhar sobre as situações da vida e encontrando ainda mais coragem e forças para prosseguir.  

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