Conheça a história de Luanne Emerick e sua batalha silenciosa pela saúde mental

Da Redação
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31/08/2026 às 17h30 - segunda-feira

Revista Boa Vontadeedição 317, trouxe uma reportagem especial sobre a saúde mental de jovens e adolescentes, tema que tem mobilizado especialistas em todo o mundo diante do aumento dos casos de sofrimento psíquico nessa faixa etária. Segundo dados destacados na publicação, 1 em cada 7 adolescentes convive com algum transtorno mental, realidade que reforça a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção, acolhimento e acesso ao cuidado.

Além de análises de especialistas sobre fatores de risco, vulnerabilidades e os impactos das questões de gênero na saúde mental, a matéria apresenta histórias de quem enfrentou esses desafios na prática. Entre elas está a de Luanne Emerick, de Belo Horizonte (MG), que compartilha sua trajetória marcada pelo bullying, pela ansiedade e pela depressão, bem como o apoio encontrado na Religião Divina durante seu processo de recuperação.

Arquivo Pessoal

Luanne Emerick, de Belo Horizonte/MG, peregrinando ao Templo da Boa Vontade.

O ano era 2018. Enquanto cruzava os portões da escola onde cursava o primeiro ano do Ensino Médio, em Belo Horizonte (MG), a jovem Luanne Emerick, então com 15 anos, travava uma batalha silenciosa e solitária dentro de si: levava consigo o peso sufocante do bullying, de crises severas de ansiedade generalizada e de um diagnóstico de depressão.

"Eu tinha vergonha de mim, do meu corpo e dos outros me verem como fraca. Achei que passaria por tudo sozinha, mas, na verdade, precisava ser forte para pedir ajuda."

Procurar ajuda não é sinal de fraqueza

A virada de chave para uma nova perspectiva começou a ser desenhada pelo acolhimento em seu grupo religioso. 

Ocorreu quando o Pregador Ecumênico da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo se aproximou de mim, me deu um abraço e disse: 'Sei que, no fundo, você não está bem. Quer conversar?', relembra.

Foi naquele instante que ela começou a se sentir amparada.

Foi uma época desafiadora. O que me ajudou a sair desse turbilhão de emoções foi a Religião Divina."

Participar das atividades artísticas no Coral Ecumênico Boa Vontade também marcou um novo capítulo em sua trajetória. Interpretar as canções que dialogavam diretamente com sua própria história foi importante. Mas a jornada da saúde mental não é uma linha reta. Quando a pandemia da Covid-19 isolou o planeta, o mundo de Luanne foi chacoalhado novamente. O isolamento social provocou um vazio imenso. Persistir exigiu coragem. Hoje, a jovem ecumênica transformou a sua dor em propósito e a sua história é a prova viva de que o cuidado com a mente deve ser diário.

"Não tenho mais crises e ainda estou na faculdade de Psicologia, o que é uma vitória para mim", conta.

Para outros jovens que enfrentam o doloroso sentimento de que a vida perdeu o sentido, a mensagem dela é um convite à Esperança, persistência e Fé. Ela ressalta que, além de buscar ajuda profissional e uma rede de apoio, a verdadeira batalha contra as vozes internas negativas é diária. No seu próprio processo, foram pequenos passos que devolveram sua força.

Confie em Deus! Você acha que está sozinho (a), mas nunca está. Você verá como a Espiritualidade vai agir na sua vida para te colocar no caminho certo. Além da ajuda espiritual, não deixe de procurar o apoio material. Não foi por acaso que Jesus mandou os médicos e os psicólogos; é a união dos dois que ajudará você a melhorar, explica.

Participar do evento conclusivo do 51º Fórum Internacional do Jovem Ecumênico da Boa Vontade de Deus também teve um significado especial em sua vida:

"Foi um momento de muita gratidão, porque hoje sinto que superei a depressão."

Arquivo Pessoal

Registro de Luanne Emerick durante o 51º Fórum Internacional do Jovem de Boa Vontade.

Para a Luanne, a vida sempre nos apresentará desafios que parecem superar nossas forças, mas o nosso maior recurso é lembrar que nunca estamos desamparados.

Procurar ajuda não é um sinal de fraqueza, é sinal de que somos fortes o suficiente para encarar as batalhas e saber que não precisamos vencê-las sozinhos.", finaliza.

O relato de Luanne, publicado na Revista Boa Vontade, edição 317, reforça a importância de reconhecer os sinais de sofrimento emocional e de buscar ajuda. Sua trajetória mostra que o acolhimento e o apoio adequado podem fazer a diferença no enfrentamento dos desafios relacionados à saúde mental.

Leia a reportagem completa na Revista Boa Vontade, edição 317.

Você não está sozinho!

Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil e precisa de apoio emocional, saiba que não está sozinho. Existem canais gratuitos, seguros e totalmente sigilosos prontos para ajudar.

Atendimento "Pela Vida, vale a Pena lutar!": Um espaço sigiloso de escuta e acolhimento oferecido por missionários da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo prontos para conversar e apoiar nos momentos de dificuldades. Para receber o amparo, clique aqui.

Centro de Valorização da Vida (CVV): atende gratuitamente pelo telefone 188 (disponível 24h), por chat e  por e-mail. Saiba mais aqui.

Pode Falar (Unicef): plataforma gratuita voltada a adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, com atendimento on-line em saúde mental. Clique aqui.

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