Como celebrar o Natal em família?

Rosangela Oliveira
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05/12/2016 às 20h18 - segunda-feira

Quando nos lembramos do Natal, o que nos vem à mente? Presentes, enfeites, compras, ceia, família, Jesus, Caridade... Infelizmente, há ainda, muitas vezes em nós, confusão sobre as lembranças natalinas, quando as guardamos nesta ordem de prioridade. Corremos o risco de classificar também nessa mesma ordem os sentimentos e expectativas, imaginando que nossos anseios de consumo sejam o que há de melhor, de mais aguardado no Natal.

Tela: Carl Bloch (1834-1890)

Título da obra: A Ceia em Emaús.


Outra confusão que precisamos evitar é a de imaginar que essa data, assim como tantas outras, é mais uma ocasião para anestesiar as dores e os sofrimentos, iludindo-nos em atitudes que nos distraiam da reflexão sobre o que significa o nascimento de Jesus e a necessidade de nos reeducarmos. Com comportamentos como alimentação excessiva, consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas, a celebração acaba adquirindo o sentido contrário ao que nos inspira o Cristo de Deus, conforme orienta o presidente-pregador da Religião de Deus, José de Paiva Netto, em seu artigo Natal de Jesus e Direitos Humanos"O Natal não é época de esquecer os problemas, mas, sim, pedir inspiração divina para resolvê-los".

Na Religião de Deus, acreditamos que não é necessário abandonar as tradições natalinas para vivenciar o Amor Fraterno ensinado pelo Cristo Ecumênico e que a prática e equilibrada dessa ambiência deve estender-se por todos os dias do ano, garantindo que o Natal de Jesus seja permanente.

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Nesta época do ano é comum encontrarmos as pessoas mais dispostas ao Bem, há uma exaltação aos mais nobres sentimentos. Basta lembrar que próximo ao 25 de Dezembro há um anseio imenso por confraternização: as pessoas tornam-se mais misericordiosas e amáveis; perdoam mais (e também pedem perdão); lembram-se dos menos favorecidos e até se reconciliam com entes queridos com os quais tenham tido alguma desavença. E esses sentimentos são dignos do próprio Aniversariante do Natal: Jesus, o Profeta Divino. Agora, se essa vivência traz tantas alegrias a todos por que não cultivarmos estes sentimentos, palavras e ações no Bem, durante os outros dias do ano?

O Natal é de Jesus, sempre foi e sempre será, pois Sua trajetória na Terra representou os melhores sentimentos que devemos preservar, conforme podemos perceber neste relato de humildade corajosa ensinada por Jesus, quando lava os pés aos Seus discípulos: "Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem; porque Eu o sou. Ora, se Eu, sendo Senhor e Mestre, vos laveis os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz façais vós também" (Evangelho segundo João, 13:13 a 15).

Mesmo para aqueles que não convivem diretamente com seus familiares é possível desfrutar dessa ambiência elevada do Natal de Jesus, como nos ensina o líder da Religião do Terceiro Milênio: "Que a Divina Paz vigore em todas as famílias e nos recantos daqueles que pensam viver sozinhos, quando, sabendo ou não, estão acompanhados pelos seus dedicados Anjos Guardiães. E que juntos batalhemos, sob os auspícios da Paz, como preconizava Alziro Zarur, ‘por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz!’"³.

Natal todos os dias

Ao lembrar o que deve representar essa data para a Humanidade, o Irmão Paiva conclama no artigo Jesus, o Cristo Ecumênico e Sua Volta Triunfal: "Salve, pois, o Natal Permanente de Jesus, o Cristo de Deus, o Cristo Ecumênico, por isso, Aquele que, gravitando acima das humanas discórdias, generosamente, aplaude o valor que existe em todos os segmentos da vida humana, quais sejam a Educação, a Política, a Filosofia, a Ciência, a Economia, a Arte, o Esporte etc., a despeito de qualquer diferença".

Por isso, sob as vibrações do Novo Mandamento do Pedagogo Celeste, a Religião de Deus nos convida a viver o Natal Permanente do Amor Solidário Divino durante os 365 dias do ano. Portanto, que possamos alavancar nossas existências, fazendo-se cumprir em cada um de nós a promessa do Divino Amigo, que consta nos Estatutos Divinos: "Eis que faço novas todas as coisas" (Apocalipse, segundo João, 21:5).

O desafio está lançado: que possamos estender o Verdadeiro espírito de Natal (sendo mais solidários, humanos, misericordiosos), durante todo o ano, e não só ao fim dele. Vamos nos confraternizar e perdoar, sempre, fazendo valer o exemplo do Divino Amigo Jesus. Afinal, como nos ensina o Irmão Paiva:"O Natal é a expansão da Fraternidade".

Feliz Natal Permanente de Jesus!

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