A vida espiritual e o nosso destino

Jayme Bertolin
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01/09/2014 às 19h15 - segunda-feira

Em algum momento da nossa vida já nos perguntamos: qual a minha origem verdadeira? De onde eu vim, para onde eu vou depois do fenômeno da morte? Qual o meu papel nessa vida? Indagações que se apresentam a todos nós Seres Humanos nesta vida no planeta Terra e que nos levam a buscar respostas na Ciência, no conhecimento filosófico e, principalmente, na Religião. Bem a propósito, surgem estas palavras do Irmão Paiva Netto, presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, em seu livro Somos todos Profetas, pp. 202: “O grande equívoco da Humanidade é pensar que a morte acaba com tudo”.

Arte: Atalison Gimenes

Raciocinemos sobre essas palavras. Se a morte não acaba com tudo, existe vida posterior. O que morre, então? O que é a morte? Fernando Pessoa, o grande poeta lusitano, já dizia que “A morte é a curva da estrada, Morrer é só não ser visto”. A exemplo dele, tantas figuras históricas das mais variadas áreas do saber humano trouxeram suas reflexões acerca do tema, certamente inspiradas pelos ensinamentos de Jesus constantes em Seu Evangelho, segundo Marcos, 12:27, e segundo João, 4:24: “Deus é Deus de vivos, não de mortos. Como não credes nisso, andais muito enganados”, e  ainda: “Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores O adorem em Espírito e em Verdade”.

Portanto, fomos criados à imagem e semelhança de Deus, em Espírito. Daí o escritor Paiva Netto concluir: “Estamos corpo, mas somos Espírito”. Compreendemos que o corpo morre por ser formado de elementos do mundo material, entretanto, o espírito continua vivo em outra dimensão, a espiritual. E, na realidade, nem o corpo morre, visto que se transforma em milhões de outras vidas, conforme nos esclarece a biologia, validando a concepção de que, enquanto a existência física possui um ciclo, a vida Espiritual é eterna.

No que consiste, então, a dimensão espiritual? O que lá existe? É nesse ambiente, imperceptível aos nossos olhos humanos, em que a vida tem sequência, pois, conforme aprendemos nos ensinos da Religião do Terceiro Milênio, “O Mundo Espiritual não é uma abstração. Ele é invisível, mas existe”. Paiva Netto nos ensina em seu livro Jesus, o Profeta Divino, 8ª edição, páginas 243 e 244 (fundamentado nas palavras do Cristo, registradas pelo Apóstolo Mateus, 16:19): “'O que ligardes na Terra, Eu o ligarei no Céu; o que desligardes na Terra, Eu o desligarei no Céu’ que quer dizer, lato sensu, se todos cumprirmos os ensinamentos de Jesus, Fé e obras, desligaremos o sofrimento e ligaremos a felicidade, o Bem, ao nosso destino. Se Você não obedece às leis humanas — que são humanas — é passível de punição. Imagine quanto às Ordenações Divinas! Mas se Você respeita as Leis Celestes, feitas para nos tornar melhores, o que há de acontecer-lhe? Ligar-se-á no Céu à qualidade do  comportamento ideal a que se dispuser realizar”¹.

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Nessa morada espiritual, local de origem do Espírito e ponto de partida para a caminhada terrena no corpo carnal, os espíritos continuam o seu aprendizado em busca da ascensão. Nessa nova casa, o Mundo Espiritual, onde nos encontraremos após a vida física, é que acontecerá a colheita dos frutos da semeadura feita através do nosso livre-arbítrio². Em suma, colheremos no Céu o que plantarmos e ligarmos na Terra por meio de nossas práticas. Podemos entender também a existência desse lugar celeste ao analisarmos as palavras do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, quando nos ensina que “na casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito. Vou preparar-vos lugar” (Evangelho, segundo João, 14:2). Nessas moradas os espíritos dão prosseguimento aos seus propósitos, ajustando as situações vividas em sua última vida terrena, reconstruindo laços de convivência, procurando corrigir fatos mal conduzidos, relembrando os ditames da Lei Divina, que nos conduzem tanto no mundo material quanto no espiritual, além de compreendendo a importância de na Terra sabermos aproveitar as oportunidades de trabalho e aprendizado para que possamos construir nosso progresso de acordo com os Mandamentos Celestiais.

O que nos espera no Céu após a passagem da vida na Terra? Os resultados das nossas ações, boas ou más, que praticamos durante essa existência.  Por isso, voltamos às palavras de Paiva Netto em seu livro Somos todos Profetas, trazidas na abertura deste texto, em que ele nos diz que “O grande equívoco da Humanidade é pensar que a morte acaba com tudo”. Sabendo disso, preparemo-nos, por intermédio da prática das boas obras, valorizando a vida, exaltando a importância da família, exemplificando o Novo Mandamento de Jesus e buscando incessantemente o conhecimento espiritual para  iluminarmos nossa trajetória terrena, o que certamente se refletirá na nossa vida espiritual.

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1. Negritos do autor.

2. Livre-arbítrio: capacidade do indivíduo de decidir livremente, de fazer suas escolhas com consciência e autonomia.

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