Respeito, Fraternidade e Amor pelo fim do preconceito

Letycia Elizabeth
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16/09/2014 às 13h45 - terça-feira

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), somos mais de 7 bilhões e 200 mil pessoas vivendo no planeta (sem contar a Humanidade Espiritual que nos cerca, pois a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo afirma a imortalidade da Alma). No Brasil, os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que somos mais de 200 milhões. O último censo realizado (2010), apontou que quase um quarto da população nacional (23,9%) possui algum tipo de deficiência. Dados atualizados em 2013 revelam que o número de mulheres é superior ao de homens, que os idosos chegam a 6,3 milhões de indivíduos e que, pela primeira vez na história, o número de pessoas autodeclaradas negras ultrapassou o das que se declaram brancas.

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Durante muito tempo, mulheres, idosos, negros e pessoas com deficiência foram vistos como minorias, mas como manter essa ideia, diante de números tão expressivos aqui demonstrados? Por isso, é sempre tempo de rever nossas condutas e passar a respeitar as diferenças pelo fim do preconceito, uma vez que ele infelizmente ainda existe em nossa sociedade e muitos males tem provocado.

O jornalista Paiva Netto, em seu artigo Racismo – cancro social esclarece-nos que “enquanto houver uma criatura cruelmente discriminada, o currículo humano estará maculado. Perseveremos, pois, no trabalho de congraçar, pelo Ecumenismo dos Corações, as etnias existentes no mundo”. Vivemos juntos em uma sociedade interdependente, precisamos uns dos outros e de criar soluções para uma convivência cada vez mais fraterna e ecumênica que não seja indiferente às condições de seus semelhantes, mas que atue pelo bem estar de todos, afinal, somos todos seres humanos.

Esta palavra surge de um homem que luta há décadas pelo fim do racismo, em uma época que, por sinal, o debate sobre temas dessa envergadura ainda não tinham a força que hoje vemos impressa em tantos movimentos. Diante das demandas sociais, outras temáticas também ganharam a defesa do autor que aborda inclusive na Comunicação 100% Jesus (TV, rádio, internet e publicações) constantemente esses temas.

O debate deste assunto vai além de questões superficiais. Claro que é fundamental buscar melhor colocação no mercado de trabalho, condições para que se possa viver bem, além de questões básicas como respeito. No entanto, os danos causados pelo preconceito, seja ele qual for, são muito mais profundos. Atingem a alma do ser humano e contaminam a sociedade com um mal cujos efeitos se traduzem em violência, miséria e ainda mais discriminação, tudo isso de modo crescente, visto que violência gera ainda mais violência. Contrapondo-se a esta cultura de destruição, vemos a grande contribuição trazida pela Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo ao tratar desse assunto à luz da Espiritualidade Ecumênica, visto que nos permite enxergar além das questões materiais, mostrando-nos, como defende seu presidente-pregador José de Paiva Netto, que “mais fortes são os fatores que nos unem do que a irreflexão que eventualmente nos separe”.

Diante disso, primeiramente é preciso compreender que a vida vai além dos anos que passamos aqui na matéria, encarnados. As nossas características físicas não resumem tudo o que somos. Somos muito mais. E julgar qualquer pessoa levando em conta apenas isso é reduzir, e muito, todo o potencial humano — como diz o ditado popular: “é julgar um livro pela capa”, e por consequência desprezar todo o conteúdo dele. É claro que as diferenças são importantes, e não podem ser ignoradas, mas fazer delas ferramentas para estabelecer desigualdades é crime a ser combatido.

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Jesus, em Seu Evangelho, fala-nos sobre o Amor, sentimento capaz de realizar as verdadeiras transformações e de derrubar barreiras que infelizmente parecem impossíveis de serem superadas; ao nos trazer orientações quanto à forma que deveríamos agir, o Cristo nos esclarece a respeito do amor aos inimigos, dizendo: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Evangelho, segundo Mateus, 5:44). Este mesmo ato revolucionário vemos impresso também em Seu Novo Mandamento (reunido por Paiva Netto em um Tratado Espiritualmente Revolucionário), que nos inspira a vivermos esse Amor Solidário Divino como alternativa eficaz para efetivamente alcançarmos uma Cultura de Paz, contrária à postura da vingança, do racismo, de uma visão reducionista do outro.

Exemplificar esse Amor, portanto, é importantíssimo, pois muda os parâmetros de nossas relações, já que, por vezes, vemos que o diferente é confundido com um “inimigo”, considerado uma possível “ameaça”, ou preconceituosamente apontado como “inferior”. Amar a todos, como o Divino Mestre nos convoca a fazer, é indignarmo-nos com as irreflexões e desigualdades que ainda nos mantêm distantes uns dos outros e trabalharmos efetivamente para que elas sejam sanadas.

O Cristo de Deus, há mais de dois mil anos, convoca-nos à construção de um mundo mais justo e solidário, um lugar onde as pessoas se respeitem sem perder sua personalidade. O Divino Mestre reuniu perto de si homens e mulheres dos mais diferentes grupos sociais, com faixas etárias distintas, vidas singulares, e fez com que todos aprendessem a ser melhores, desenvolvendo as capacidades que já possuíam em favor do bem comum.  É no exemplo do Cristo Ecumênico, portanto, universal, o Divino Estadista, que percebemos a nossa força quando nos unimos pelo Amor Fraterno. Ele demonstrou com exemplos que o coração que pulsa em cada um de nós exige uma atitude mais solidária.

Sobre essa influência bendita que Jesus exerce na elevação de nossa existência, chamando-nos à atuação urgente em prol do fim das desigualdades, Paiva Netto escreve no ensaio literário Jesus — o Libertador Divino: “Existe um Libertador cuja influência transcende limites ou datas humanas. Sua atuação é constante. Enquanto houver fome, desemprego, falta de teto, menores sem escola e carinho, idosos sem amparo e afeto, gente sem quem a conforte, há uma inadiável emancipação social e de todas as etnias ainda por fazer”.

Buscar um mundo mais justo é digno e necessário, este tema tem explanação sempre frequente na Religião de Deus, do Cristo do Espírito Santo.

Leia também: A miscigenação no mundo é inevitável, de autoria do Irmão Paiva.

Livia Ferreira

E com esta advertência do presidente-pregador da Religião do Novo Mandamento de Jesus, registrada no artigo Saudar além dos irmãos, publicado em centenas de jornais, revistas e sites, em todo o país e exterior, convidamos você a esta reflexão final: "Há tempos observo-lhes que a miscigenação do mundo é inevitável. Da mesma forma, destaco que o Ecumenismo dos Corações é o bom futuro da Humanidade. As criaturas não sobrevivem no isolamento. A confraternização geral é um legítimo anseio que ignora fronteiras e segue unindo, apesar dos pesares, etnias, filosofias, religiões, pátrias, enfim, seres humanos e espirituais. Em Sua passagem pela Terra, Jesus, o Cristo Ecumênico, portanto, universal, o Divino Estadista, testemunhou, a todo momento, que esse é o caminho. Uma de suas frases didáticas ilustra bem isso: ‘Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais?’(Evangelho segundo Mateus, 5:47)".

 

VENHA SER FELIZ NA RELIGIÃO DO AMOR UNIVERSAL

Para saber mais sobre esse e outros temas, participe dos estudos doutrinários e também das atividades de expansão desse conteúdo fraterno. Dirija-se à Igreja Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo mais próxima ou informe-se pelo telefone 0300 10 07 940 (custo de ligação local mais impostos).

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