Medo da "morte": Como lidar com ele? É necessário?

Marco Dametto
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23/05/2014 às 20h18 - sexta-feira

Quando se fala sobre o fenômeno da morte alguns dizem: “eu tenho medo porque não sei o que vou encontrar lá do outro lado...”, outros afirmam: “eu temo porque ainda tenho tantos sonhos, tanta coisa pra fazer e viver”, outros ainda, falam: “Já fiz tanta coisa errada, então tenho medo do que vai ser de mim após a morte...”.


E Deus permite essas indagações, primeiro porque Ele não é autoritário, depois porque, além de muitos fatores, existe em todos os seres um incentivo natural e permanente à vida. O Pai Celestial não quer que o nosso pensamento seja o de morte. Temos que desejar viver, progredir, vencer. Se estamos aqui na Terra não é por acaso, por isso temos que perseverar até o fim, desejando viver. Ensina o Irmão Paiva, na Religião do Novo Mandamento, que “O grande segredo da vida é, amando a vida, saber preparar-se para a morte, ou vida eterna”.

Lucian Fagundes
Pôr do sol enfeita o céu de Brasília/DF.


Conforto Espiritual: Assista ao vídeo da música "Deus é nossa fortaleza"


Mas, para lidarmos melhor com essa situação pela qual todos nós passaremos um dia, e é preciso que seja na hora certa, que é determinada por Deus — pois como ensina o Irmão Alziro Zarur (1914-1979), saudoso proclamador da Religião do Terceiro Milênio: “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”— vamos começar encarando a “morte” simplesmente como uma mudança de endereço. Você já mudou de cidade ou de residência? Quando acontece dá aquele friozinho na barriga, porque a gente não sabe o que vai encontrar na nova morada, quem serão nossos novos amigos, como será o novo ambiente de trabalho etc.

 

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Aí, a gente se prepara, organiza tudo e muda de endereço, passa pelos primeiros desafios de adaptação onde tudo é novo, pessoas novas, ruas com outros nomes, culturas e costumes diferentes, casa nova, situações que a gente nem imaginava, enfim, desafios de adaptação. Mas com o tempo e a proteção de Deus, a gente vai descobrindo novos amigos, novas oportunidades de trabalhar e progredir e aos poucos, como tudo na vida, o lugar estranho já não é mais, os desafios do primeiro momento já cedem lugar à uma felicidade que vem pela vivência do Bem, pela perseverança que tivemos e a gente fica com a impressão de sempre ter habitado ali, naquele lugar, naquele endereço.


E tem o outro lado também, dentro dessa reflexão, onde estamos comparando a “morte” a uma mudança de endereço: a vizinhança e os familiares que continuaram na cidade anterior. Nisso, a situação é muito semelhante também, ou seja, a gente desapareceu da vista deles, eles sabem que a gente continua existindo em outra comunidade só que não nos veem mais todos os dias como antes. Na “morte” é assim também. Os parentes da Terra, os vizinhos, os amigos, têm Fé na continuidade da nossa vida, e de fato ela continua, senão Jesus não teria afirmado “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos!” (Evangelho segundo Lucas, 20:38) , nossos entes queridos então continuam pensando em nós, lembrando do que fizemos e dissemos, mas não nos enxergam. E nós, na “cidade nova” também, muitas vezes, pensamos em nossos parentes, nos amigos, descobrimos situações novas, sentimos, amamos, pensamos, vivemos, temos saudades e continuamos vivendo, só que em outro endereço, desta vez no Mundo Espiritual.


Leia os artigos de Paiva Netto sobre o tema:
- Questão de Morte ou de Vida?
- “Não há morte em nenhum ponto do Universo”
- Os mortos não morrem

André Fernandes

Então não há razões de termos medo daquilo que é tão natural na vida: a “morte”. O que cabe a cada um, independente da crença, é fazer o Bem. A vivência da Solidariedade espiritual e humana, ensinada pelo Irmão Paiva Netto na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, a Perseverança no Bem, tudo isso é estrada segura na caminhada além-túmulo, é proteção Divina para nós, seja na mudança de endereço na Terra ou na mudança de endereço entre Terra e Céu. E nunca nos esqueçamos de que o próprio Jesus, nos conforta e promete estar com a gente, se fizermos sempre a nossa parte, vivendo com responsabilidade tudo o que nascemos para viver:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vos teria dito, pois vou preparar-vos lugar” (Evangelho de Jesus segundo João, 14:2). O grande brado do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, confortando e esclarecendo as Almas de vivos da Terra e vivos do Céu da Terra é este, de que: “Os mortos não morrem!”. Por isso venha orar conosco na Religião do Amor Universal e seja muito feliz em todos os momentos da sua vida!
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* Marco Dametto, ministro-pregador da Religião do Terceiro Milênio.

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