É possível ser feliz solteira ou solteiro?

Thaís Afonso
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11/06/2018 às 20h15 - segunda-feira

Em nossas vidas, muitas vezes, criamos perspectivas e idealizamos um futuro que nem sempre alcançamos. Mas isso não significa que necessariamente nos tornaremos pessoas infelizes lá na frente. Muitos, por exemplo, quando crianças, sonham em ser astronautas, conhecer o universo, voar entre as estrelas. Poucos, porém, seguem a profissão. Mas o que isso tem a ver com ser feliz solteira ou solteiro?

Bem, muitos de nós, quando somos mais novos, imaginávamos a idade em que deveríamos nos apaixonar; o local em que aconteceria o casamento dos nossos sonhos e, até mesmo, os padrinhos que estariam ao nosso lado. Com o passar do tempo, acabamos percebendo que nossos planos podem ser revistos, que as coisas podem se desdobrar de uma forma diferente da que imaginávamos inicialmente, e isso não nos impede de alcançar felicidade. Mas, como? É o que vamos discorrer nesta matéria. Em primeiro lugar, vamos olhar para dentro nós, reconhecer nossas qualidades e nossos defeitos, analisar as legítimas vocações que existem em nossa alma, percebendo assim as nossas habilidades. Com isso, mesmo não indo para o "espaço" (retomando o sonho de ser astronauta) somos capazes de prosseguir sonhando e alcançando novos objetivos.

Nithya Ramanujam/SXC


O fato de ter ou não um relacionamento não garante a nossa felicidade. Afinal, o nosso potencial de realização não pode ser reduzido ao fato de estarmos, ou não, acompanhados. É preciso que estejamos de bem com nós mesmos, para que as pressões externas não acabem por nos empurrar ao sofrimento.

Estar solteiro é muito diferente de ser uma pessoa sozinha. Não é por estar desacompanhado de um parceiro romântico-amoroso que a vida precisa ser isolada. É preciso contar com os amigos, com a própria família consanguínea e também com as outras que foram formadas por laços de afinidade, de Ideal compartilhado, em nosso ambiente de trabalho, em nossa comunidade, ou mesmo na escola, na Igreja que frequentamos. E se, em nosso íntimo, ao sonhar com o casamento que almejávamos, estávamos, na verdade, sonhando com a constituição de uma família? Ora, pode ser que já tenhamos atingido essa meta e nem sequer tenhamos nos dado conta disso.

Vencendo a solidão!

Shutterstock

Entretanto, se o seu coração ainda fica apertado, preocupado, se considerando só neste mundo, dedicamos estas palavras de conforto e esclarecimento, registradas pelo Irmão Paiva Netto, presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, em seu blog:

"Nunca estamos sós neste mundo. Jesus é a nossa fortaleza".

Que saibamos, portanto, recorrer a este amparo de forma a encontrar força e tranquilidade para prosseguir em nossa jornada, mesmo quando tudo parecer perdido ou irremediável. Este foi o exemplo que nos ofereceu o Cristo, que, mesmo diante da dor e do abandono daqueles em quem confiava, não desacreditou da misericórdia infinita do Pai Celestial, pois Ele jamais nos desampara: "Eis que a hora já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixarei só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo" (Evangelho segundo João, 16:32). Que esta certeza possa, então, iluminar os nossos caminhos.

Encontrando a felicidade

Outra forma de evitar o sofrimento é identificar se estamos lutando e vivendo pela realização dos nossos próprios planos ou se são as opiniões alheias (mesmo que sejam de pessoas muito queridas por nós) que estão interferindo em nossa forma de perceber e lidar com o cotidiano. Se o que nos angustia em estar solteiro é uma insatisfação por não ter uma nova atualização para incluir no status da rede social, não ter uma nova história para contar no encontro de família ou simplesmente pelo anseio em viver de forma irresponsável sem se comprometer com ninguém, aí é preciso coragem para encarar a verdade e refazer os passos.

A felicidade não é algo externo a cada um de nós, pelo contrário: "A pessoa feliz sente Deus dentro de si mesma, encontra Deus no seu coração, não coloca a sua felicidade nas exterioridades do mundo", ensinava o saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979), proclamador da Religião do Amor Universal.

Sarah Moreno

      

Fazer o Bem aos nossos semelhantes; dedicar-se a uma causa de Boa Vontade; buscar viver com ética, dignidade, respeito, fraternidade, são todos aspectos que nos dignificam e trazem realização de Alma, tranquilidade de coração, nos fazem viver a tão almejada felicidade verdadeira. 

E, para encerrar, constante do artigo Ensaio Literário Evangelho do Sexo, nas páginas 32 e 33, esta consideração do Irmão Paiva: "Aos que porventura não tenham estabelecido matrimônio, a existência demonstra que isso não é motivo para tristeza sem remissão. Há gente casada feliz, ou não; semelhante ao que ocorre com quem é solteiro ou solteira. O melhor abrigo onde se deve procurar a felicidade é, de início, dentro de si mesmo ou de si própria. A concretização do sentimento pode ser descoberta na inteireza da criatura na tarefa que a realize, naquilo que veio cumprir na Terra. Conheço vários exemplos, e vocês também. Há muitos sofrendo no mundo à espera de socorro. Resta bastante a ser feito, em prol das comunidades, por solteiros e casados (...)". 

Então, que a firmeza de caráter, de quem não se contenta em viver de vazios ou exterioridades, nos acompanhe, para que possamos fazer sempre a nossa parte.

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