Como a religiosidade nos ajuda a vencer os desafios?

Alexandre Herculano
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10/09/2014 às 14h30 - quarta-feira

Por ser a favor da vida, a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo sempre procurou e procura combater as causas do sofrimento humano e esclarecer as pessoas acerca das consequências espirituais, materiais e sociais de nossos atos, sejam estes bons ou ruins. A exemplo dessa preocupação constante em ecumenicamente esclarecer as Almas, encontramos definição do termo sentido de Religiosidade, apresentado pelo presidente-pregador da Religião do Terceiro Milênio, José de Paiva Netto, publicado em seu livro É Urgente Reeducar!, p. 150: “Conforme escrevi em um artigo para a Folha de S.Paulo, de 9 de agosto de 1987, e mais tarde no livro Mãezinha, deixe-me viver!, de 1989, não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o indivíduo, mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade, que se expressa das mais variadas formas altruísticas”.

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Chris Wittwer/SXC

Tal sentido existe independentemente de professarmos alguma tradição religiosa. Logo a religiosidade “é inerente ao indivíduo, mesmo quando este se declara ateu”. Portanto até uma pessoa que diga não acreditar em uma Causa causarum, ou em um princípio inteligente criador do Universo (e de todas as formas de vida que nele se encontram), também chamado por Deus, “há de nutrir, para dizer o mínimo, bons sentimentos” (como aprendemos na Religião Divina) em seus familiares e amigos. Também há de ter uma preocupação, por menor que seja, com o futuro das gerações subsequentes à sua.

O desenvolvimento dessa Religiosidade, deste modo, dá sentido aos acontecimentos e à existência. Não somente no âmbito individual, mas principalmente em sociedade. Porquanto essa reverência aos bons sentimentos ou ao Criador, esse respeito e apreço à existência, o viver valorizando a vida que o espírito de Religiosidade ativamente promove — mesmo em face das dificuldades, dos desafios e do sofrimento que porventura surjam em nosso caminho — faz-nos lembrar a todo instante da eternidade da Alma, da semeadura e sua consequente colheita, e de que não estamos sozinhos neste mundo. Enfim, remete-nos à ideia de uma continuidade, a qual indissociavelmente depreende responsabilidade, logo não tem a ver absolutamente com a concepção fatalista de um fim irremediável. Já afirma o Irmão Paiva: “Todo dia é dia de renovar nosso destino!”¹. E também “O grande segredo da vida é, amando a vida, saber preparar-se para a morte, ou vida eterna”.

 
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Arte: Atalison Gimenes

Portanto, a característica de continuidade consciente (e não inconsequente) e a possibilidade de renovação constante que o sentido de Religiosidade promove possuem a marca indelével da Esperança. Já o ato dramático do suicídio, por vezes, está ligado ao desespero, , à desesperança, ao desânimo, à desilusão amorosa ou de outros tipos, a motivos financeiros, ao pensamento negativo de que “não há outra saída”, etc. O fato de ainda não enxergamos a “saída”, por exemplo, não significa que ela não exista. E o resultado de persistirmos mais um pouco no Bem, de não nos precipitarmos e perseverarmos até o fim nas soluções aos nossos desafios é o resultado melhor possível, consoante nos adverte Jesus, o Cristo Ecumênico, portanto Universal, o Divino Estadista, em Seu Evangelho, segundo Mateus, 24:13: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim será salvo”. E, segundo Lucas, 21:19: “Na vossa perseverança salvareis as vossas Almas”.

Logo, sempre haverá uma alternativa, por mais que não a vislumbremos de imediato. Em aguardada obra Jesus, a dor e a origem de Sua Autoridade, o jornalista Paiva Netto nos exorta: “(...) a partir do exemplo do Cristo; portanto, não para a derrota nossa no desânimo, mas visando à vitória, visto que os tenho capacitado para pegar até do tormento e, com ele, alavancar a coragem. Meu intuito é mostrar a Vocês que a Dor nos fortalece e nos instrui a vencer todos os obstáculos, por piores que sejam. (Por isso, suicidar-se é um tremendo engano). Suplantar a adversidade foi uma das maiores lições que Jesus nos legou”.

E quando nos revestimos dessa fortaleza espiritual, adquirimos forças para enfrentarmos os problemas e revelarmos, inclusive a nós próprios, a nossa grandeza e nossa capacidade corajosa de vencer. Porém, isso ocorrerá sempre com o imprescindível auxílio e amparo da Espiritualidade Ecumênica, de que nos fala a Religião Divina, nossos Anjos Guardiães, Guias Espirituais, Almas Benditas e protetoras.

Sarah Moreno
SÃO PAULO, SP — Militantes da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo visitam o Lar Vivência Feliz, na Zona Sul da cidade, dentro do Plantão de Assistência Espiritual "Caridade Completa". Na oportunidade, os vovôs e vovós foram presenteados com a revista JESUS ESTÁ CHEGANDO! e muita Música Legionária.

Os efeitos sociais e espirituais do desenvolvimento da Religiosidade são perceptíveis tanto intimamente quanto externamente, ou seja, para as pessoas que estão em nossos círculos de convivência, direta ou indiretamente. Com isso, a consequência social de se negligenciar esse sentido de Religiosidade, como colocou o educador Paiva Netto, em É Urgente Reeducar!, p. 179, é que: “Sem o proverbial estímulo da Solidariedade ensinada pelo Cristo e pelos luminares das crenças e pensadores de escol, o progresso humano sempre ficará aquém das expectativas do coletivo”.

Dessa forma, a preocupação com o futuro de sua família, amigos, vizinhos, da juventude, das crianças, dos idosos, conhecidos, desconhecidos e do país constitui uma maneira de fortalecer o espírito de Religiosidade e a Cidadania Ecumênica. Estes, por sua vez, levam os indivíduos a pensar sobre os destinos da humanidade, que situação as próximas gerações encontrarão, e, principalmente, a meditarem sobre o que pode ser feito para melhorar o cenário que se desenrolará adiante. Por conseguinte, nossas ações passam a ser tomadas de maneira mais refletida, cada vez menos individualista.

Portanto, ações mais eficientes, considerando suas repercussões e possíveis consequências sociais, políticas, materiais e espirituais. Assim sendo, é bom sempre termos em mente o que nos trouxe, na obra Somos Todos Profetas, o presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: “A religiosidade verdadeira é sempre necessária para que a Humanidade encontre melhores rumos na Terra”.

Nesse contexto, a saída falsa e ilusória do suicídio, mesmo que a pessoa não consiga enxergar, por conta do sofrimento, revela-se como uma forma de egoísmo, pois quem se inclina a cometê-lo, além de abrir mão do Bem mais precioso que é a sua vida, deliberadamente abdica de seu dom divino e singular de poder fazer a diferença no mundo, onde poderia ter ajudado a diminuir a sua própria dor e auxiliado aos que sofrem também.

Jamais devemos abandonar nossas responsabilidades socioespirituais perante os nossos irmãos em humanidade, muito temos a fazer pela construção cidadã de “um mundo melhor e de uma humanidade mais feliz”². Assim, deixando de prestar essa extraordinária contribuição, o suicida priva esse mesmo mundo da potencial ação benéfica que ainda lhe poderia proporcionar. E isso representa uma forma de atraso ao progresso humano e ao seu próprio. O ato infeliz tão somente agravará os problemas que já possuía antes de interromper a sua existência. Como aprendemos na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo a vida prossegue além do fenômeno chamado morte e nós teremos de responder por nossas ações no Mundo Espiritual.

A respeito de todo o discutido, encontramos excelente esclarecimento nestas palavras do presidente-pregador da Religião Divina que se encontram no encarte da radionovela Memórias de um suicida: “O suicídio é um ato que indiscutivelmente golpeia a Alma de quem o pratica. Ao chegar ao Outro Lado, ela vai encontrar-se mais viva do que nunca, a padecer opressivas dores por ter fugido da sua responsabilidade terrena. E sempre alguém fica ferido e/ou abandonado com a deserção da pessoa amada ou amiga, em quem confiava. E é de muito bom senso não olvidarmos que no Tribunal Celeste vigora o Amor, mas não existe impunidade”.

 

VENHA SER FELIZ NA RELIGIÃO DO AMOR UNIVERSAL

Para saber mais sobre esse e outros temas, participe dos estudos doutrinários e também das atividades de expansão desse conteúdo fraterno. Dirija-se à Igreja Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo mais próxima ou informe-se pelo telefone 0300 10 07 940 (custo de ligação local mais impostos).

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1.  Este pensamento também se encontra registrado no Trono e Altar de Deus, obra do escultor italiano Roberto Moriconi (1932 – 1993), colocada na Nave do Templo da Boa Vontade.

2. Lema legionário que nos convoca ao Bem.

        

 

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