Como podemos acabar com a fome no mundo a partir da atitude consciente em nossa casa?

Gabriela Marinho
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25/08/2014 às 16h43 - segunda-feira

Ver alguém jogando comida fora é familiar para você? Infelizmente, cenas como esta e outras de desperdício de alimentos ainda são muito comuns em todas as esferas da sociedade. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2013 quase um terço de toda comida produzida no planeta foi desperdiçada, o que equivale a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Tudo isso em uma humanidade onde cerca de 842 milhões de pessoas passam fome. Ainda segundo a Organização, apenas um quarto desta quantidade que vai ao lixo já seria suficiente para alimentar as mais de 800 milhões de pessoas, ou seja, quase toda a população que não tem com o que se nutrir.

Arquivo

Os números são impressionantes, visto que garantir uma alimentação mínima a todas as criaturas é oferecer os recursos básicos para que possam sobreviver e lutar pelo seu próprio sustento. Portanto, vemos que, se por um lado não faltam os alimentos necessários para a sobrevivência de todos, por outro a solidariedade muitas vezes tem ficado à margem das discussões para a resolução do problema. Afirma o presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Paiva Netto, em seu artigo Ciência, Tecnologia, Inovação, Cultura e o papel da Solidariedade Ecumênica¹: “A riqueza de um país está no coração do seu povo. No entanto, nações inteiras ainda sofrem miséria. Convém lembrar que barrigas vazias e Espíritos frustrados geralmente não estão dispostos a ouvir. (...) Numa época em que pelo avanço da tecnologia as expectativas de produção extrapolam as projeções, a fome é realmente um escândalo! Não só a do corpo, como também a de conhecimento, isto é, Educação espiritualizada, sem a qual nenhum povo é forte. Anacronicamente, nunca o mundo conheceu, por um lado, tanta fartura e, por outro, tamanha penúria. E isso certamente poderá levar o planeta a nova série de guerras inimagináveis e epidemias impensadas. Os ônibus, os caminhões, os navios, os aviões estão aí para espalhá-las. É a globalização da miséria e, portanto, da fome e das enfermidades mais surpreendentes (...)”.

Vivian R. Ferreira

Neste trecho, o autor nos convoca a refletir sobre a nossa própria atitude de humanidade: de não agirmos apenas como o resultado das circunstâncias, mas, sim, como os agentes principais de tudo o que ocorre no mundo. Pois, se falta consciência na forma como cuidamos dos alimentos que estão à nossa mesa, mesmo sabendo que tantas pessoas não têm o que comer, de igual modo deve-se pensar em como administramos as oportunidades que recebemos de Deus, tais como o tempo e os talentos que possuímos. Há muito que se fazer para melhorar as condições planetárias, de forma equilibrada, justa e sustentável, a redução do desperdício pode começar com a reflexão sobre a nossa responsabilidade na hora de fazer as compras dos produtos que levamos para casa, por exemplo.

Oportunidades constantes

Muitas vezes estamos desperdiçando oportunidades de semear o Bem, de agir com Caridade em prol de nossos semelhantes ou estamos deixando de utilizar esses recursos preciosos que nos foram oferecidos pelo Pai Celestial, como tempo e talento, para ajudar aos nossos semelhantes, para reduzir as desigualdades. Jesus sabiamente nos ensinou em Seu Evangelho, segundo Lucas (6:45): “O Homem bom, do bom tesouro do coração tira o bem; e o mau, do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração”. Ou seja, exteriorizamos aquilo que cultivamos dentro de nós. Dentro desta perspectiva é preciso que busquemos cada vez mais libertarmo-nos do egoísmo e da indiferença, que tantas dores têm trazido para o mundo em que vivemos.

E isto requer muita atenção, pois os recursos que recebemos são dados por Deus e têm um propósito Divino, conforme explica a Religião do Terceiro Milênio. Eles integram a Agenda Espiritual que cada um de nós estabeleceu para si, nela constam os compromissos para que, nesta existência, possamos resgatar e superar desafios individuais e coletivos assumidos no Mundo da Verdade. Daí tratá-los de forma responsável e, principalmente, solidária, pois esse é o sentimento capaz de equilibrar, conforme sempre nos lembra o Irmão Paiva, o intelecto e o coração do ser humano, fazendo-o agir de forma prática e humana.

Dessa maneira, são criadas as condições necessárias para que se possa viver bem e cumprir aquilo que prometemos no céu, utilizando todos os recursos que possuímos sem desperdiçar, menosprezar ou adiar esses compromissos. Pelo contrário, fazendo bom uso deles, empregando em nosso próprio benefício por meio do bem que somos capazes de realizar em prol de nossos semelhantes.

Em entrevista ao jornalista italiano, radicado no Brasil, Paulo Parisi Rappoccio, em 18 de outubro de 1981, afirma o escritor Paiva Netto: “(...) a Solidariedade se expandiu do luminoso campo da ética e se apresenta como uma estratégia, de modo que o ser humano possa alcançar e garantir a sua própria sobrevivência. À globalização da miséria contrapomos a globalização da Fraternidade, que espiritualiza e enobrece a Economia e solidariamente a disciplina, como forte instrumento de reação ao pseudofatalismo da pobreza²”. Trata-se, pois, da Economia da Solidariedade Humana e Espiritual³, trazida pelo presidente-pregador da Religião Divina e inspirada nos ensinamentos do Divino Mestre em Sua Boa Nova, que nos promete muita fartura quando nos munirmos de pensamentos e atitudes de Justiça, Compaixão, Respeito e Solidariedade. Como na passagem de Seu Evangelho a primeira multiplicação dos pães e peixes4, em que pela perseverança da multidão que O seguia há dias, Jesus, a partir de apenas cinco pães e dois peixes, multiplicou o alimento suficiente para que todos se fartassem e ainda sobraram 12 cestos cheios — que não foram desperdiçados!

Criemos essa ambiência Fraterna do Cristo em todas as ações da vida para que também se multipliquem os recursos necessários para uma sociedade digna e justa a todos. Ao estarmos nessa frequência celeste, certamente identificaremos as oportunidades de ajudar ao próximo.  

Comece hoje mesmo e você verá que essa atitude de respeito aos recursos que lhe são concedidos fará muito bem ao seu Espírito.

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1 – Artigo publicado na revista Boa Vontade Desenvolvimento Sustentável 2013, disponível em português, francês, inglês e espanhol. A publicação foi especialmente encaminhada por Paiva Netto à reunião do High-Level Segment do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) — no qual a LBV possui status consultivo geral — realizada no Palais des Nations, escritório central da ONU em Genebra (Suíça).

 

2 – O trecho referido também se encontra no artigo Ciência, Tecnologia, Inovação, Cultura e o papel da Solidariedade Ecumênica.

 

3 – Tese de vanguarda do escritor Paiva Netto. Saiba mais lendo os artigos: Tempo de repensar no divã e; Vencer a crise demanda trabalho e fé.

 

4 – Passagem do Evangelho de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, segundo Marcos, 6: 30 a 44.   

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