Como lidar com o dinheiro na Juventude?

Matheus Henrique
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19/08/2014 às 13h09 - terça-feira

Atualmente, temos presenciado um cenário econômico que cada vez mais envolve o público jovem nas articulações financeiras. É nessa fase que boa parte inicia sua jornada profissional e, entre os muitos desafios, tem de aprender a gerir os próprios recursos.

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A questão é que a responsabilidade da administração dos recursos ganhos, tempos atrás geralmente restrita aos mais experientes, hoje abrange uma faixa etária mais nova, que passa a ter de criar uma consciência quanto ao equilíbrio dos gastos mensais, a respeito da atenção aos vencimentos da fatura dos cartões de crédito e aos juros dos parcelamentos, entre outras atividades que, se não forem planejadas dentro dos valores recebidos – a exemplo do próprio salário do jovem ou mesmo da mesada acertada com os pais –, colaborará para a má educação financeira da juventude, ocasionando graves prejuízos ao longo de toda a vida. Daí a importância de sabermos, desde já, administrar bem o nosso dinheiro para que possamos contribuir não somente para uma vida financeira equilibrada, mas que tenhamos, mormente, responsabilidade sobre os valores a que administramos, para não agir por impulso e consumir além do que necessitamos.

Como organizar os recursos?

Dessa forma, é preciso que dois pontos sejam muito bem postos à mesa. O primeiro, já citado, é a responsabilidade ao utilizar os recursos, atentando-se para que a ansiedade em adquirir um produto ou serviço não traga prejuízos na hora de quitar os débitos, ao criar mais dívidas que poderiam ser evitadas com o exercício do planejamento financeiro, também chamado de orçamento. O segundo e mais importante, é a consciência no uso desse recurso de grande valia – o dinheiro.

Mahatma Gandhi (1869-1948), sobre esse último ponto, deixa-nos acentuada lição: "O capital em si não é mau; o uso incorreto dele é que é ruim*¹". Com essa afirmativa, o pensador indiano nos traz a reflexão acerca do sentido (muitas vezes considerado pejorativo) que a moeda possui. Traçando um paralelo com o universo literário, assim como os livros foram criados para melhor organizar e reunir os escritos de um autor ou a sabedoria de um povo, o dinheiro também surge como um facilitador, nesse caso, do intercâmbio entre as mercadorias, de forma a tornar o comércio mais estruturado. Sua finalidade, portanto, é a melhoria dos processos econômicos. Porém, ele não se coordena automaticamente: somos nós, Seres espirituais e Humanos, que o manuseamos, decidimos o destino de sua utilidade. Por isso, precisamos saber empregá-lo de forma responsável, sem gerar desperdícios ou consumismos desnecessários à nossa sobrevivência.

As responsabilidades espirituais

Mas alguém ainda pode-se questionar: "e onde entra a 'responsabilidade espiritual', se estamos tratando de um bem passageiro?". O conhecimento sob a ótica de que não somos apenas carne, mas, sobretudo, Espírito Eterno*², conforme nos ensina a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, ajuda-nos a compreender por que cuidar da nossa postura diante desse recurso se faz tão urgente, ainda mais neste mundo de profundas violências e imensas desigualdades. O presidente-pregador da Religião do Terceiro Milênio, Paiva Netto, a esse respeito assinala que "O conhecimento é patrimônio eterno do Ser Humano e de Seu Espírito imortal. Na Economia, gera riqueza. Unido ao Amor Fraterno, criará prosperidade. Sonho?! Quanta coisa foi sonho, mas hoje é realidade, mesmo que longe da perfeição almejada!..."*³.

+ Leia o artigo do escritor Paiva Netto Conhecimento espiritual gera fartura

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O Provedor Celeste, em Seu Evangelho, segundo Lucas, 12:15, na Parábola do rico insensato, quando um homem pede a Jesus que ordenasse a seu irmão repartir a herança, em resposta, o Cristo de Deus apresenta importante recomendação: "Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza, porque a vida de um Homem não consiste na abundância dos bens que ele possui". Nesse sentido, o Divino Mestre nos ensina a vencer o egoísmo, a inveja, o orgulho e a avareza para que possamos pautar as nossas vidas na solidariedade e na humildade, ou seja, em valores perenes para a eternidade.

O Cristo de Deus em nenhum momento se posiciona contra a riqueza, entretanto chama-nos a atenção quanto aos exageros de nossas posturas que, se não forem corretas, desencadearão a nossa própria ruína, porque estarão fundamentadas em coisas que são de aspecto transitório. Por isso a importância de trabalharmos esses valores, para superarmos todo e qualquer desafio.

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Responsabilidade e o poder de nossas escolhas

Da mesma forma acontece com dinheiro – desde a administração de um cartão de crédito ou débito até as transações internacionais –, que na matéria cumpre um serviço de extrema importância, como o do desenvolvimento da disciplina, o poder de escolha e do estabelecimento de prioridades, mas que, se não for bem gerido, ocasionará sérios danos ao Ser Humano, como já são observados, tais como os problemas de saúde, as complicações na convivência doméstica e os desafios de inclusão social, sem ainda mencionar os desafios econômicos globais que têm deixado famílias, comunidades e populações inteiras sem acesso aos itens de necessidade primária, como água, alimento, saúde, entre outros.

Porquanto, seremos cobrados pelas consequências geradas pelo bom ou mau uso dos bens que foram entregues a nós, tanto os de ordem material (como o nosso corpo e os bens da matéria), quanto os de ordem espiritual que já carregamos em nossa bagagem de outras existências (a exemplo dos talentos e qualidades que possuímos). Já alerta o Economista Divino: "Porque o Filho de Deus há de vir na glória de Seu Pai, com os Seus Anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras" (Boa Nova, segundo Mateus, 16:27).

A Lei das Obras, que é também a Lei do Apocalipse, é clara. Então, façamos dos nossos valores meios de multiplicar a Solidariedade nos corações, a prosperidade em família, a exemplo do simples ato de dividir, para que nos momentos de dificuldade consigamos encontrar forças para vencermos, e assim tornarmo-nos mais fortes. A fórmula perfeita já nos revelou o Divino Amigo, apresentada pela Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo como a Fórmula Urgentíssima de Jesus: "Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas." (Evangelho, segundo Mateus, 6:33).

Cumpramos esses passos, e teremos uma vida financeira mais equilibrada e uma existência mais feliz na juventude e nas demais fases da vida.

Compreenda o seu papel no mundo, encontre na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo as respostas para a sua vida. Consulte o endereço da Igreja Ecumênica da Religião do Amor Universal mais próxima de você e participe! Informações pelo telefone: 0300 10 07 940 (custo de ligação local + impostos).

 

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*1 Confira artigo de Paiva Netto sobre o assunto: Gandhi, o capital em si não é mau.

*2 "Estamos corpo, mas somos Espírito", pensamento de Paiva Netto. Veja mais sobre o assunto acessando o artigo do mesmo escritor O equilíbrio como objetivo.

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