A amizade inspirada no Natal de Jesus

Gabriela Marinho
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23/12/2015 às 16h56 - quarta-feira
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O Natal de Jesus nos promove uma ambiência permanente de muitos elevados valores: solidariedade, união da família, gratidão aos amigos. Muitos desses princípios na correria do dia a dia parecem cada vez mais ausentes, mas são de extrema importância para o equilíbrio da vida, para a sobrevivência dos povos. Tratam-se de verdadeiros valores milenares, a exemplo da amizade, exemplificada por Jesus, o grande homenageado do Natal. Disse o Divino Amigo momentos antes de ser entregue aos soldados que O levariam para a crucificação: “Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 15:13, 14 e 17).

Seu exemplo e Suas palavras são de profundo aprendizado e servem de muita inspiração para todos nós. Observemos, por exemplo, o que significa o Amor quando vivido entre amigos: “Doar a própria vida”. Nesse caso, não se trata de uma atitude literal em que o indivíduo precise perder a vida em benefício de alguém, mas a de demonstrar os valores de doação, de respeito, de grande estima e consideração que se tem entre as pessoas em uma relação de amizade. Ou seja, é ser companheiro, se importar, dedicar-se, e até mesmo, quando preciso, repreender.

Domenico Ghirlandaio
“Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado em favor de vós” (Jesus, em Seu Evangelho, segundo Lucas, 22:20). 

Foi o que fez Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, por todos nós: foi um amigo que nos confortou e alertou para que fôssemos em busca da nossa Paz e Felicidade. O Divino Mestre doou Sua vida não apenas no terrível momento da crucificação, porém durante toda a Sua trajetória visível na Terra, quando se dedicava a esclarecer e a ajudar a todos que precisavam. Ele se portou como um Grande Amigo, não nos abandonou. A respeito disso, Paiva Netto, presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo1, afirma em seu artigo Amizade é a minha Religião2: “O sentimento de amizade verdadeira, firmada na labuta diária, é fator significativo no fortalecimento das relações, para a superação dos dissabores, não somente no âmbito familiar, também no coletivo”.

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E ainda, Jesus nos convocou a dar um passo além, a partir do Seu próprio exemplo, pois Ele foi Amigo primeiro, doou a Sua vida, mesmo por aqueles que ainda não O assim consideravam. Mostrou-nos uma nova face da verdadeira amizade:

“Pelo prisma do Amor divinizado, que não se confunde com a covardia diante da injustiça e da perversidade, já lhes falei sobre aquela passagem do Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 6:29: ‘Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra’ (...). Significa igualmente dizer que jamais devemos entrar na sintonia do ódio. ‘Dar a outra face’ é levar os que nos tentam ofender à percepção de que cometem um ultraje a si mesmos, pois o ódio é arma voltada contra o peito de quem odeia. ‘Dar a outra face’ é um ato de coragem, um exercício de paciência; não é ação para omissos e acomodados”, escreve Paiva Netto em seu livro As Profecias sem Mistério, p. 258.  

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Quantas brigas, mal-entendidos e discussões não teriam sido evitados se tivéssemos sido mais pacientes, mais compreensivos? Ou então, quantos erros nós não teríamos cometido se tivessem nos mostrado a face do companheirismo e da compaixão? Jesus não foi Amigo porque esperava recompensas, mas pela certeza de que era o Seu papel agir em benefício da Humanidade. Muitas vidas são salvas até hoje graças aos Seus ensinamentos, quando compreendidos em seu real significado de Fraternidade, Amor e Justiça.

Portanto, que Jesus, o Divino Amigo, nos inspire todos os dias do ano a viver a verdadeira Amizade, sem restrições e com Amor e Justiça, segundo as Suas palavras “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34), que a Religião do Terceiro Milênio reuniu no Tratado do Novo Mandamento de Jesus. Vamos retribuir a amizade de Jesus por todos nós!

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1 – Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo — Também denominada “Religião do Amor Universal”, “Religião do Amor Fraterno”, “Religião do Terceiro Milênio” e “Religião Divina”.
2 – O título do artigo faz menção ao trecho do “Poema da Amizade”, do saudoso Alziro Zarur (1914-1979), famoso jornalista, radialista, escritor e poeta brasileiro, proclamador da Religião do Terceiro Milênio. Leia nesse artigo o poema na íntegra.

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