O Novo Mandamento de Jesus

A Proclamação do Novo Mandamento de Jesus foi realizada pelo saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979) em 7 de setembro de 1959, na cidade de Campinas/SP, no Hipódromo do Bonfim, atual Praça Legião da Boa Vontade. O Presidente-Pregador da Religião Divina, José de Paiva Netto, a publicou no Livro de Deus e reuniu seus escritos afins na primeira publicação da Academia Jesus, o Cristo Ecumênico: Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus – A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra.

Conheça as definições trazidas por Alziro Zarur e Paiva Netto, que esclarecem quanto ao significado da Ordem Suprema de Jesus, fundamento da Doutrina da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo.

Algumas definições de Alziro Zarur


O Novo Mandamento de Jesus — Amai-vos como Eu vos amei (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34) — é a salvação da Humanidade.
O Novo Mandamento de Jesus é a Essência de Deus.
O Novo Mandamento de Jesus iluminou os meus olhos quando o vi pela primeira vez na Bíblia Sagrada. E quem o lê de Alma pura passa a contemplar todas as coisas com o olhar do Divino Mestre.

Algumas definições de Paiva Netto


O Mandamento Novo do Cristo de Deus é o fio milagroso que une as partes anacronicamente separadas do organismo sociedade.
O espiritualmente revolucionário Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista, é a estrutura de um mundo novo.
O Novo Mandamento de Jesus — “Amai-vos como Eu vos amei” — é a Lei da Solidariedade Universal, a Religião da Amizade, o fundamento verdadeiro da Fraternidade entre os povos, a Unidade na diversidade, a Salvação do mundo.

Arte: Atalison Gimenes

Revelação do Novo Mandamento

No Livro de Deus, página 219, Paiva Netto registra explicação de Alziro Zarur:
P — Com referência à Bíblia Sagrada, que significa revelar
?
R — Revelar significa “tirar o véu”, mostrar o sentido oculto das Verdades Eternas, da Gênese de Moisés ao Apocalipse de Jesus segundo São João.
P — Onde se encontra, na Bíblia Sagrada, o Novo Mandamento de Jesus?
R — O Novo Mandamento de Jesus está no Seu Evangelho segundo São João capítulo 13, versículo 34: “Eu vos dou um Novo Mandamento — amai-vos como Eu vos amei”.
P — Qual o Sentido Oculto do Novo Mandamento de Jesus, revelado pela Religião de Deus?
R — Todas as criaturas da Terra são naturalmente cristãs, saibam ou não saibam, queiram ou não queiram, até mesmo as que se dizem materialistas. E todas as religiões são evidentemente cristãs, mesmo aquelas que assim não se consideram, por se encontrarem nos diversos graus da evolução espiritual; pois há tantas religiões quantos são os graus de entendimento espiritual dos homens, conforme a soma de suas encarnações.
P — Mas por que todas as criaturas e todas as religiões são evidentemente cristãs?
R — Porque Jesus, o Cristo, por determinação de Deus, é o Fundador e Supremo Governante deste planeta que habitamos, como se lê no Seu Evangelho segundo São João, capítulo primeiro, versículos 1 a 3: — No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O mundo (o planeta Terra) foi feito por Ele, e nada do que se fez foi feito sem Ele, Cristo Jesus.

Novo Mandamento e Regra Áurea


No livro Jesus, Zarur, Kardec e Roustaing, na Quarta Revelação Paiva Netto registra explicação de Alziro Zarur:“Os doutores da lei, antigos e modernos, supunham que o “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, de Jesus, era a repetição do “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”, de Moisés. Como dizia o Cristo: veja quem tem olhos de ver. No “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”, o homem ama ao seu próximo com o amor do próprio homem; mas, no “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, o homem tem de amar com o Amor do Cristo, o Único Mestre da Humanidade. Só este Amor abre os olhos do homem para entender a origem e a finalidade da Vida, porque Deus é Amor e nada existe fora desse Amor.
“A Doutrina do Novo Mandamento de Jesus, que é toda a alma da Religião de Deus, é inconsútil como a túnica do Cristo. É a Doutrina do próprio Jesus, o Cristianismo do Cristo. (...) Em suma, a Religião de Deus é a restauração do Cristianismo do Novo Mandamento, que declara cristãs todas as criaturas e, portanto, todas as religiões deste planeta. Inclusive o ateísmo, religião às avessas”.

Expressão verídica de Justiça e de Amor


Esclarece Paiva Netto: “Muitos ainda confundem Amor com passividade ou impunidade, quando o seu significado é exatamente o contrário. Ora, é inconcebível haver sociedade justa sem que ela receba a sacrossanta iluminação do Mandamento Novo do Divino Legislador. Por simples dedução ou pela lógica, notamos que Jesus, o Estadista por excelência, preocupou-se em revelar Sua Instrução Máxima em forma de lei, para estabelecer ordem:
— Amai-vos como Eu vos amei (Boa Nova consoante João, 13:34).
Somos então colocados diante do maior de todos os Seus preceitos, a base da Constituição Legal do Cosmos. Ele igualmente outorgou regulamento à lei:
— Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos (Evangelho segundo João, 13:35).
Logo, devemos imediatamente relacionar a acepção de Justiça à de Amor. Contudo, daquela inspirada nos ditames superiores, que não podem ser tomados pelas barbaridades exercidas em nome do Pai Celestial e do Direito, no decorrer dos milênios. Em meu artigo “Educação e voluntariado em alta”, expliquei que as Palavras do Sublime Pedagogo sobrevivem porque expandem forte mensagem moral (eu não disse moralista), ética, social, humana e espiritual de que todo povo carece. Ao estudá-las, sempre em Espírito e Verdade à luz do “amai-vos como Eu vos amei”, passamos a assimilar — com o fluir do tempo, que é “o grande Ministro de Deus” o conceito de Justiça unido à Bondade. Não sendo cúmplice do que está errado, mas incorporando à Alma essa elevada aliança civilizadora como o sentimento de benevolência que nasce do coração criado por um Deus que, na definição de Jesus, Religioso e Compassivo, por intermédio de João Evangelista, “é Amor” (Primeira Epístola, 4:8). A fim de tornar mais claro o raciocínio, volto a lembrar esta advertência de Confúcio (551-479 a.C.), com a qual desde cedo me alinhei. Ele afirma, do alto de sua sabedoria milenar: “Paga-se a Bondade com a Bondade, mas o mal com a Justiça”.
O famoso pensador chinês evidentemente não se referia à vingança, que é antípoda ao sentido de Justiça verdadeira".

 

“Chave da vida” e “Chave da Morte”

Na primeira publicação da Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra, páginas de 156 a 158, encontramos:
“Por essa razão, como nos ensina o Irmão Paiva, é indispensável meditar “e tornar visíveis as consequências práticas” sobre o conceito de “Chave da Vida e Chave da Morte”, definido por Alziro Zarur, que o atual Presidente-Pregador da Religião do Terceiro Milênio comenta em entrevista, de 13 de setembro de 1991, concedida ao repórter Hermano Noronha, da Rádio Aparecida do Norte, e no artigo “Educação e voluntariado em alta”:
Analisando a palavra do Proclamador da Religião do Terceiro Milênio, Alziro Zarur, constante do Poema do Novo Mandamento, concluímos, meu caro Noronha, que é:
1) Chave da Vida para quem ama sem interesses escusos, realizando-se, embora o mundo inteiro esteja contra essa pessoa;
2) Já aqueles que ainda não aprenderam a amar, como Jesus nos amou e tem amado, decretam a falência da própria Alma, tornando-se prisioneiros da Chave da Morte, até que o Amor do Pai Celestial ou a Mestra Dor os desperte para a autêntica origem que é o colo de Deus, o Amor Infinito.
O suprassumo da civilização do futuro — que sempre se inicia hoje para quem entendeu que o progresso é permanente, pois a cada dia surge uma nova descoberta científica, filosófica, moral ou espiritual — está no Mandamento Novo de Jesus. Se parece difícil, comecemos ontem, já que estamos, nós, Humanidade, em impressionante atraso.
Enquanto isso não for alcançado, o Ser Humano viverá a Chave da Morte, isto é, a frustração provocada pelo erro de quem a si mesmo, ou a si mesma, moral e espiritualmente se amesquinha. O Novo Mandamento do Cristo, espiritualmente revolucionário, é a queda de todas as bastilhas dos preconceitos, dos tabus, dos ódios. (...)”

Confira o Tratado do Novo Mandamento de Jesus