Jesus, o Cristo Ecumênico, Divino Estadista

A Dessectarização de Jesus
Em Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur na Terra, páginas de 108 a 112, encontramos: “Em 1989, durante entrevista ao produtor de documentários da TV polonesa, então vice-presidente da Associação Universal de Esperanto (UEA), jornalista Roman Dobrzyński, o dirigente da LBV, José de Paiva Netto, ao ser indagado sobre como podia pregar o Ecumenismo Irrestrito citando Jesus, repetiu o que já dissera anteriormente aos Legionários da Boa Vontade, que a seguir reproduzimos, acrescido de outros comentários do líder do Movimento Legionário da Boa Vontade de Deus:

A grande tarefa da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo é dessectarizá-Lo, pois Jesus é o Cristo Ecumênico, isto é, desprovido de quaisquer algemas.

Sendo Jesus o Divino Libertador, ipso facto, não pode ser sectarizado, portanto, nem prisioneiro dessa ou daquela convicção religiosa, por mais brilhante e respeitável que pareça. Ele é um extraordinário Ideal Celeste de Humanidade, Amor, Solidariedade e Justiça para todos os Seres Humanos e Espirituais deste planeta. Contra ou a favor, as pessoas se manifestam a respeito de Suas palavras e exemplos. Não existe neutralidade quanto a Ele... Por isso, há quem se espante:

— Ah, esse Paiva fica falando em Jesus na política, na ciência, na economia!... Ora! Jesus é só para a religião, e olhe lá!

Mas será que é mesmo assim? Estou convicto de que não! E Ele não pode ser penalizado pelos erros que se cometeram e se cometem em Seu nome. De qualquer maneira, alguém que me assistirá na Polônia, embora tendo ainda outra visão das coisas, pode ser levado a pensar um pouquinho no assunto... Quem sabe se não tenho, nem que seja uma coisinha desse tamanhozinho de razão? Ademais, uma árvore frondosa antes foi uma sementinha...

Jesus é uma conquista diária para os que têm sede de Saber, de Fraternidade, de Liberdade, de Igualdade, de Justiça, consoante a Lei Universal da Reencarnação, que “dá a cada um de acordo com as próprias obras” (Boa Nova de Jesus segundo Mateus, 16:27). Ou seja, o que conta é o merecimento, ou falta dele, do ser vivente, na Terra ou no Mundo Espiritual, estabelecido no transcurso das muitas vidas que vão, pelos milênios, conforme o bom ou mau uso do livre-arbítrio, traçando o nosso destino. Somos nós que preenchemos — em harmonia com os princípios que seguimos e suas consequências — as páginas em branco da Vida. (...)

O Sublime Educador, em Si mesmo, não constitui fator de rancores e guerras. Pregou, com o Seu Mandamento Novo, o Amor elevado à enésima potência. O que as criaturas terrenas fizeram, ou fazem, com a Fraterna Mensagem Dele é responsabilidade delas, pelo que prestarão contas. Revelar o significado excelso do Seu Evangelho-Apocalipse, com espírito de Caridade, é um destacado labor que a Religião do Terceiro Milênio está prestando à sociedade do mundo, pois Jesus, o Cristo Ecumênico — portanto dessectarizado e, por esse motivo, misericordiosamente sobrepairando a todas as crenças e descrenças do plano visível, o terreno, e do invisível, o espiritual —, é uma nobre e atualíssima ideia em marcha que merece ser estudada e vivida por todas as Almas antissectárias, libertas de preconceitos e tabus, por conseguinte, dispostas a estudar e aprender, de mente e coração abertos, sem alimentar opiniões preconcebidas”.

 

O exemplo do Cristo deve inspirar todos os campos da vida

O Presidente-Pregador, nas Diretrizes Espirituais da Religião do Amor Universal, vol. II, páginas 39 e 40, escreve:
"O Cristo de Deus foi cientista, quando por ordem do Senhor do Universo criou este planeta que habitamos; economista, quando multiplicou pães e peixes, e não deixou perder o que sobejou; filósofo, quando desenvolveu Sua divina doutrina; psicólogo, quando a adequou ao conhecimento das massas populares; pedagogo, quando a ensinou por parábolas; religioso, quando, convivendo com o povo e pregando aos sacerdotes no Templo desde os doze anos de idade, lhes transmitiu normas de conduzir suas existências no mundo, de maneira a merecerem a Vida eterna; incentivador do progresso do Homem pelo esforço próprio, quando advertiu que a cada um será dado de acordo com as suas próprias obras (Evangelho de Jesus segundo Mateus, 16: 27 e Apocalipse de Jesus 22):12: o Cristianismo não é a escola da ociosidade; legislador e político, quando proclamou que Deus é Amor e que, por isso, todos devem cumprir a Sua Lei de Solidariedade Humana e Social, amando-se uns aos outros tanto quanto Ele próprio nos amou: Não há maior Amor do doar a própria vida pelos seus amigos (Evangelho de Jesus segundo João, 15:13). E Ele a deu até por Seus inimigos. E com isso convocou o mundo à maior das reformas, que deve preceder a todas as outras, a do Homem, pelo conhecimento dos seus valores espirituais: Procurai primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas (Evangelho do Cristo, segundo Mateus 6:33), postulado de Jesus para a formação da Economia da Solidariedade Humana, componente básico da Estratégia da Sobrevivência, preconizada pela Religião de Deus como uma das normas do Governo do Cristo para os Seres Terrenos. Tudo isto só poderá ser considerado utopia por quem não possuir um mínimo de sensibilidade para o fato de que a Humanidade, sabendo ou não, anseia por respirar ares sociais e espirituais menos poluídos. Tendo alcançado o conhecimento espiritual a respeito do que faz neste mundo e de que sua vida prosseguirá após a morte, o Homem, mais dia, menos dia, saberá valer-se de todas as riquezas da Terra, sem delas tornar-se escravo. Atualíssima lição moral de Paulo Apóstolo, excelente para os homens públicos do Brasil e do mundo: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas não me deixarei dominar por nenhuma delas (Primeira Epístola aos Coríntios, 6:2). Ora, com essas palavras, o Apóstolo dos Gentios nos adverte que Deus nos deixa moralmente livres, mas não imoralmente livres, pois todos os atos humanos têm infalível consequência, pública ou no interior da criatura que os perpetra" (...).