Espiritualidade Ecumênica

O termo Espiritualidade remete a fatos e/ou ações que transcendem à compreensão meramente material, cujo mecanismo se encontra na dimensão do Espírito — a realidade vital que antecede e prepondera sobre a vida física.

Num passo avançado desse conceito, encontramos a Espiritualidade Ecumênica, grafada por José de Paiva Netto, Presidente-Pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. Trata-se da experiência universalista vivida a partir do sentimento de religiosidade que nasce com os indivíduos e da comunhão das diferentes crenças e filosofias. Isso quer dizer que, tanto no aspecto espiritual quanto no social, o Universalismo que tem origem em Deus, que é Amor Fraterno, rege as relações entre as criaturas espirituais e humanas, independentemente das convicções religiosas ou não religiosas que elas professem.

Paiva Netto define a Espiritualidade Ecumênica como “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo vulgar da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. (...) Há também — o que é essencial destacar — a Espiritualidade Ecumênica compreendida como a vivência do Ser nas Esferas Invisíveis, nas quais a Vida se estende perenemente. Enfim, o Mundo Espiritual!”

E prossegue: “A acepção de Fraternidade e Espiritualidade Ecumênica coloca-nos em sadio contato íntimo com nós mesmos e com o Criador do Universo e Suas criaturas, que constituem o mais perfeito altar onde devemos adorá-Lo”.