Deus

Escreve Paiva Netto no terceiro volume das Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo página 312:“Deus é Espírito, revelou Jesus. Antes de ser visto é para ser vivido na intimidade humana, como Amor! A Face do Criador Supremo só pode ser identificada na Alma das Suas criaturas: Amai-vos como Eu vos amei. Ninguém tem maior Amor do que este: doar a própria vida pelos seus amigos, conforme ensinou o Cristo. Eis aí a Face de Deus: quanto mais amamos, mais Ele se manifesta em nós.”

Em Reflexões da Alma, páginas 109 e 110, Paiva Netto escreve:“(...) Um dos maiores óbices a serem vencidos pelos Seres Humanos na grande trajetória para a compreensão de Deus, sob o ponto de vista da Ciência, é deliberar a respeito de que estão pesquisando: sobre Que ou Quem? Ou sobre o Deus Quem e/ou Quê? (não o quê, como uma lata na rua, ou um pedaço de papel rasgado), todavia um Quê Divino, o qual, quando a Ciência O decifrar, abrir-lhe-á horizontes em dimensões múltiplas da Sabedoria e da Moral quintessenciadas (...)”. Alziro Zarur definiu em seu Poema do Deus Divino:

O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento
Cantar em versos de sinceridade,
Eu nunca O vi, como em nenhum momento
Vi eu o vento ou a eletricidade.

Mas esse Deus, que é o meu eterno alento,
Deus de Amor, de Justiça e de Bondade,
Eu, que O não vejo, eu O sinto de verdade,
Como à eletricidade, como ao vento.

E O sinto na ânsia purificadora,
Na manifestação renovadora
Do Belo, da Pureza, da Afeição.

Com Ele falo em preces inefáveis,
Envolto em vibrações inenarráveis,
Que me trazem clarões da Perfeição. (...)

Bondade — que os pecados não consomem —
Do Espírito Divino aos filhos Seus:
Deus sempre desce até seu filho, o homem,
Quando o homem sobe até seu Pai, que é Deus!

Pois creio é nesse Deus imarcescível
Que ampara a Humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.